
Catarina Câmara Freitas
Route to Excelence - Revista da MetLife, nº 8, Julho 2015
Embora tenha nascido na Madeira, vive em Lisboa há 30 anos e nos últimos 20 esteve ligada ao mundo dos seguros. Desde 2007 é Administradora Executiva da Costa Duarte. A sua experiência engloba consultoria a clientes em ‘employee benefits’, a gestão de canais de distribuição indirectos e tudo o que implica o negócio de ‘cross-selling’ e ‘affinities’ desta corretora.
Costa Duarte tem quase um século de história, porém também uma imagem renovada. O que quiseram transmitir?
Respeitando o lema “Gerações de Confiança”, que se materializa na procura constante de prestar um serviço cada vez mais completo e profissional aos nossos clientes, procedemos à actualização da imagem da Costa Duarte. Desta forma, quisemos assinalar os quase 100 anos de presença diária no mercado segurador, com a 4ª geração já em plena actividade; a dinamização das nossas equipas na melhoria do serviço aos nossos clientes; e as fortes parcerias internacionais que permitem o apoio aos nossos clientes em qualquer parte do mundo.
Como se posiciona a Costa Duarte no mercado?
A Costa Duarte é um dos principais corretores portugueses posicionando-se entre os 10 maiores que operam neste mercado. Em termos globais o Grupo Costa Duarte tem sob gestão uma carteira de mais de € 50.000.000 de prémios de seguros em 2014, o que representa um crescimento de 7% relativamente ao exercício anterior. Para o cumprimento deste resultado é de destacar o contributo das operações em Angola e no Brasil.
Quais são os objectivos da Corretora?
Os objectivos da Costa Duarte assentam na vontade firme de manter um crescimento sustentado que lhe permita continuar a ocupar uma posição de destaque entre os principais players do mercado sem perder a credibilidade e independência que a distinguem.
São uma Corretora 100% portuguesa, no entanto dão suporte a empresas que têm negócios no estrangeiro. Qual é a importância do Broker na internacionalização?
Os Clientes determinam as necessidades e desde 2004 que a Costa Duarte iniciou o processo de internacionalização, primeiro no Brasil e posteriormente em Angola, os principais destinos para onde se tem dirigido o investimento português nos últimos anos. A internacionalização é uma realidade incontornável. Atenta às necessidades do sector empresarial, a Costa Duarte tem vindo a reforçar continuamente a sua capacidade de apoiar a internacionalização das empresas portuguesas, seja através da presença directa em Angola e no Brasil, seja através das parcerias internacionais que mantemos com alguns dos principais Corretores de Seguros a nível mundial.
O que vos trás a colaboração com uma seguradora como a MetLife?
Naturalmente que os nossos clientes ao partirem para novos mercados, a protecção aos expatriados ganhou uma relevância especial e, nesta matéria, existe hoje uma maior procura para os seguros de saúde, de vida e de acidentes pessoais. A MetLife tem sido uma parceira importante para nós, nomeadamente, nas soluções e produtos que disponibiliza nestas áreas.
Tratando-se a MetLife de uma seguradora de nicho mas com uma presença forte quer no nosso mercado quer em termos internacionais, que oferece soluções inovadoras e competitivas, encontramos na MetLife um parceiro incontornável quando procuramos soluções que respondam às necessidades de poupança e de previdência dos nossos Clientes.
Como avalia a actual situação da indústria seguradora no mercado português?
O mercado continua a revelar-se altamente concorrencial ainda que os dez maiores Seguradores dispunham de uma quota de mercado superior a oitenta por cento. Num mercado que não cresce é natural que o processo de consolidação continue. Estão a decorrer possíveis operações de fusão e aquisição que me parece que irão contribuir para esse processo de consolidação. Esta tendência de consolidação de mercado estende-se inevitávelmente aos corretores e a Costa Duarte está atenta a oportunidades que possam surgir neste enquadramento.
Como é que foram afectados pela crise no sector?
O mercado Não Vida em Portugal tem vindo a registar um decréscimo pelo quinto ano consecutivo. Este fenómeno tem várias explicações mas o que me parece claro é que o consumidor, tanto ao nível das empresas como das famílias, está cada vez mais atento e procura melhores níveis de protecção em especial nas áreas dos benefícios sociais, das responsabilidades e das linhas financeiras, áreas estas onde temos vindo a nos especializar e a crescer. A presença directa noutros mercados em crescimento como Angola e Brasil também tem-nos permitido ficar menos expostos à crise do sector em Portugal.
Para onde caminha o futuro do negócio corretor?
Em minha opinião o futuro da actividade do corretor está na gestão dos riscos e na procura de soluções inovadoras e à medida das necessidades dos Clientes em detrimento da venda de seguros apenas diferenciada pelo preço. Para um consumidor cada vez mais exigente o profissionalismo e capacidade de resposta do corretor ganharão crescente relevância.
E qual é o potencial da Costa Duarte perante esse futuro?
A Costa Duarte conta com equipas experientes, prestando um serviço profissional e personalizado. O compromisso de todo o Grupo Costa Duarte com a excelência faz com que o serviço ao Cliente esteja no centro da nossa actividade, em todas as suas áreas de actuação. As parcerias internacionais que temos vindo a consolidar com alguns dos principais Corretores de Seguros ao nível mundial permitem-nos uma partilha de know-how e uma permanente actualização, bem como, disponibilizar, aos nossos Clientes, soluções inovadoras nem sempre subscritas no mercado português. Permite-nos também garantir aos nossos clientes o apoio local, em qualquer parte do mundo, centralizando e coordenando os programas globais de seguros, no processo de internacionalização das empresas portuguesas. Tudo isto permite-nos encarar o futuro com confiança.
Se tivesse de dar um conselho sobre gestão de risco às empresas, qual seria?
Aconselharia as empresas a investir na gestão de risco. Este é um tema que, nos tempos actuais, tem vindo a ganhar importância na organização de muitas empresas e investir na gestão de riscos, não significa desperdiçar tempo, aumentar custos, atrasar o crescimento, diminuir a competitividade de uma empresa. Pelo contrário, é um factor decisivo na sua afirmação e consolidação no sector onde opera.
Julho de 2015
Catarina Câmara Freitas
MetLife para o mercado Ibérico