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Entrevista a Miguel Costa Duarte

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Miguel Costa Duarte

COSTA DUARTE – Corretor de Seguros, SA

www.costaduarte.pt


 

Miguel Costa Duarte

 

1. Mais do que nunca vivemos numa sociedade global e em permanentes mudanças pessoais, familiares, sociais, industriais, económicas, etc.. Como antecipa o futuro da indústria seguradora tendo em conta as circunstâncias em que vivemos no mundo actual.

É uma pergunta muito aberta. Em traços gerais diria que qualquer que seja a geografia onde nos encontremos os seguros respondem a necessidades concretas de segurança de pessoas ou de bens e as alterações nos comportamentos e nas organizações geram novas oportunidades para os seguros. Conheço alguns mercados por esse mundo fora, há diferenças significativas de organização e de desenvolvimento mas no essencial comercializam produtos semelhantes e os operadores são credíveis.
Como em qualquer outra actividade e a partir de uma certa dimensão são inevitáveis os fenómenos de internacionalização e de consolidação.

2. Sendo a Costa Duarte um Corretor de prestígio consolidado no mercado segurador em Portugal, qual o segredo do vosso sucesso?

Os segredos não se revelam! Estou a brincar mas não conheço qualquer segredo para além de soluções credíveis e inovadoras que aportem valor aos nossos clientes.
É muito gratificante e motivador, constatar que temos diversos clientes, famílias e empresas, que permanecem connosco desde que estamos presentes neste mercado, portanto há quatro gerações. É um aspeto que valorizamos muitíssimo e temos plena consciência que só o conseguimos mantendo, permanentemente, um grande profissionalismo e a salvaguarda firme dos interesses dos nossos clientes.

3. Como vê o papel do Corretor e qual a sua importância como representante e intermediário do Cliente perante o Segurador? Nessa perspectiva, quais os pontos fortes da Costa Duarte tem para oferecer os seus Clientes e ao mercado?

Se desempenhado com rigor e profissionalismo o corretor acrescenta valor ao cliente e à actividade seguradora como um todo. Contudo, também nos seguros temos comportamentos muito diferenciados.
Como ponto forte da Costa Duarte destacaria a presença própria em três Continentes, através de participadas diretas no Brasil, Angola e Espanha, mercados estes que têm assumido relevância estratégica para os nossos clientes.
Para além disso, há muito que contamos com um conjunto de importantes parceiros internacionais, o que nos permite apresentar soluções de seguro em qualquer parte do planeta. Outra vantagem de integrarmos estas networks de corretores mundiais é poder disponibilizar, aos nossos clientes, soluções inovadoras nem sempre subscritas no mercado português.

4. Desde que entrou na actividade Seguradora há quase cem anos até hoje, a família Costa Duarte ganhou uma posição distinta e de grande relevo no mercado através de parcerias, aquisições, investimentos e internacionalização. Esta estratégia empreendedora e de expansão vai manter-se no futuro?

Procuramos estar atentos à evolução do mercado e desenvolver as estratégias e as parcerias que melhor se adaptem às novas realidades. Por vezes somos bem-sucedidos mas também temos os nossos fracassos. No conjunto creio que nos podemos orgulhar do nosso passado e do nosso presente.
A este propósito cito Confúcio “se quiser ter prosperidade por um ano, cultive grãos. Por dez, cultive árvores. Mas para ter sucesso por 100 anos, cultive gente”.

5. A Costa Duarte, como empresa de cariz familiar, faz parte da Associação das Empresas Familiares. Como é que vê o futuro desta tipologia de empresas?

A definição de empresa familiar tem evoluído ao longo do tempo e pode ter muitos sentidos. Para nós é sinónimo de rigor e profissionalismo mas também de fazer as coisas com simplicidade e de acordo com os valores em que acreditamos e de que procuramos dar testemunho.
Num projeto que se identifica com a própria família que lhe deu forma, há valores que se transmitem de pai para filho e formas de atuar que se distinguem no panorama empresarial. E isso reflecte-se nas nossas equipas e no serviço que dedicamos aos nossos clientes.
Apesar dos acontecimentos recentes darem uma imagem negativa de certas empresas familiares o que se passou, não tem nada a ver com esta característica mas simplesmente com critérios de gestão muito questionáveis.

6. Como analisa o ano de 2014 e o que prevê para 2015, para o mercado em geral e para a Costa Duarte em particular e um desejo para o novo ano que se aproxima... 

É novamente uma questão muito ampla. Temos procurado conciliar equipas fortes e profissionais com volume, rentabilidade e soluções internacionais. Não nos podemos queixar mas em última análise são os clientes e o mercado segurador que nos têm de avaliar.

 

Magazine Zurich, N.º 9, Fevereiro 2015.

 

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