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Quem é Quem no Setor Segurador em Portugal 2019

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João Costa Duarte Administrador executivo da COSTA DUARTE – Corretor de Seguros

Na linha evidenciada nos últimos anos e já com cerca de um trimestre de 2019 decorrido, o mercado de seguros continua focado no reequilíbrio técnico dos principais ramos, nomeadamente Acidentes de Trabalho, Automóvel e Saúde.

Por outro lado, aguarda-se com expetativa que o regulador proceda à publicação da regulamentação do novo regime jurídico de acesso e de exercício da atividade da distribuição de seguros ou de resseguros.

Num mercado já altamente concentrado, em que os 10 maiores seguradores (Não Vida) têm uma quota de mercado de 85%, a anunciada venda da Tranquilidade, a concretizar-se, poderá provocar alterações no posicionamento dos principais players.

Também ao nível da corretagem é de admitir que venham a ocorrer processos de consolidação de alguns operadores.

Os clientes querem essencialmente coberturas adequadas, prémios competitivos e um serviço que supere as suas expetativas.

Os terríveis incêndios de 2017 e a tempestade Leslie no outono passado, que surgem na linha do aumento da frequência e severidade das catástrofes naturais que se vem assistindo nos últimos anos, introduzem uma preocupação transversal às empresas e famílias na proteção do seu património, surgindo os seguros de multirriscos como uma importante solução.

Tal como os desafis colocados na gestão da segurança e da privacidade de dados pessoais e corporativos, cujas consequências por proteção inadequada podem afetar signifiativamente a sua atividade, pelo que os seguros de riscos cibernéticos são um tema incontornável nos dias atuais.

Para cobertura do risco de não recebimento duma fatura, o seguro de crédito apresentase uma ferramenta fundamental, seja na sua função mais tradicional, seja como mecanismo de apoio à descoberta de novos mercados.

Por outro lado, na área dos seguros de saúde e bem-estar a oferta é alargada com produtos e serviços inovadores, indo cada vez mais ao encontro das necessidades do consumidor, sem esquecer os muitos portugueses a trabalhar no estrangeiro que procuram planos de benefícios adequados a esta realidade.

Por outro lado, a indústria seguradora, tradicionalmente, não tem sido o melhor modelo de efiiência, transparência, personalização ou ausência de burocracia, mas para contrariar este paradigma nos últimos anos o setor tem apostado forte na digitalização.

Numa perspetiva B2B, têm sido desenvolvidas diversas funcionalidades procurando uma integração mais efetiva entre sistemas, eliminando-se a redundância de tarefas e incrementando-se a precisão da informação.

Na relação com o cliente individual, registam-se importantes melhorias como a desmaterialização do papel privilegiando as comunicações eletrónicas, a cobrança automática de prémios por transferência bancária, os portais em especial na área da saúde, as aplicações nos telemóveis, a medicina online ou a participação eletrónica de sinistro, apenas para destacar algumas.

O futuro a Deus pertence, mas tal como a Uber não acabou com os táxis, a Airbnb não acabou com os hotéis, as fitech não acabaram com os bancos, as grandes plataformas globais como a Amazon e a Google ocuparão o seu espaço, mas também não me parece que devam ser vistas como ameaças para o setor.

Uns têm a aprender com outros e como responsável por uma empresa com uma ligação de quase 100 anos ao mercado de seguros, vejo nas insurtech uma oportunidade para compreender melhor o cliente, desenvolver serviços inovadores, ter acesso a novos mercados e contribuir para a melhoria da imagem deste importante setor.

No fial do dia e como geralmente acontece, é o cliente quem dita as regras e aqueles que forem credíveis, conseguirem inovar, ter equipas competentes, profisionais e independentes têm todas as condições para consolidar a sua presença no mundo dos seguros.

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