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Catástrofes Naturais

20-05-08As Catástrofes Naturais e as Perdas de Exploração / Lucros Cessantes

As catástrofes naturais estão novamente na ordem do dia não só pela dimensão e frequência que assumem mas, sobretudo, pelo rasto de destruição que deixam. São milhares de pessoas feridas, mortas ou desaparecidas e incalculáveis os danos patrimoniais em casas, fábricas e infra-estruturas.

O que a ciência já avançou na identificação das causas destes fenómenos e foi muito, não permite, contudo, que sejam evitados. Infelizmente, vamos ter que viver com esta realidade!

Como em tudo a vida, quando não se pode contrariar há que procurar a adaptação ao risco através da prevenção e depois dos seguros.

Com o crescimento da população mundial, os níveis de concentração em agregados urbanos atingem muito milhões de pessoas e desenvolvem-se de um modo e em zonas que a prudência pouco recomendaria. Estamos a falar nas edificações em leito de cheias ou junto ao mar e de métodos de construção desadequados.

No caso concreto de Portugal, o risco identificado de maior magnitude é certamente o Fenómeno Sísmico que, apesar de pouco frequente, pode atingir dimensões catastróficas. Muito se tem feito com a aplicação dos regulamentos para a construção anti-sísmica mas nada poderá evitar que se verifiquem grandes danos. O que se diz para os Fenómenos Sísmicos também se aplica, a uma escala diferente, às tempestades, inundações ….

É aqui que entram os seguros.

Que riscos podem ser seguros?

As apólices de Multiriscos muito vulgarizadas no mercado e que toda a gente conhece, permitem já um grau de cobertura bastante aceitável. Para a maioria dos casos é o suficiente mas haverá sempre que verificar a necessidade de se subscreverem coberturas opcionais ou específicas para determinada situação concreta.

Se é assim tão simples por que razão aparecem tantos problemas na altura do sinistro?

A minha experiência de trinta anos no mercado, diz-me que basicamente são duas. A primeira tem a ver com o valor a segurar e a sua actualização no tempo. Normalmente, o capital é definido sem o rigor e o detalhe necessários no momento da contratação do seguro e só após com a quantificação dos danos do sinistro se toma consciência de que os valores estavam desajustados da realidade.

A segunda, decorre da ideia de que “tenho um seguro contra todos os riscos”, o que não é verdade. Todas as apólices, com maior ou menor clareza, identificam as coberturas, exclusões e franquias aplicáveis.

Quer dizer que temos de ler as “letras pequeninas” das apólices?

No mercado em que actuamos a leitura das “letras pequeninas” é feita pelos nossos serviços que estão obrigados a assinalar as exclusões e a sugerir uma solução adequada ao risco.

Para além dos seguros das pessoas e do património que outros sugeria neste âmbito das catástrofes naturais?

Referindo-me novamente ao mercado para que estamos vocacionados, o das empresas, há um tipo de seguros que, normalmente, é muito mal tratado. Refiro-me ao seguro de “Perdas de

Exploração” ou de “Lucros Cessantes” que inúmeras empresas não têm contratado ou tendo, não definem como deve ser o capital e os riscos a segurar.

É uma matéria extensa e que requer ser tratado por especialistas. Contudo, deixaria três alertas:

    •    o objectivo deste seguro é deixar a empresa na mesma situação económica em que se encontraria caso não ocorresse o sinistro que determinou a quebra parcial ou total da actividade;
    •    uma atenção muito especial na determinação dos encargos fixos que se mantêm em caso de paralisação da actividade, custos com pessoal, financeiros ….
    •    uma clara definição do período que pode decorrer desde a data do sinistro até ao retomar da actividade normal

Há soluções de seguro no mercado nacional?

Temos em Portugal diversas seguradoras com respostas adequadas e corretores preparados para um aconselhamento profissional.

Miguel Costa Duarte, OJE, terça-feira, 20 de Maio de 2008

 
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