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O Seguro Automóvel e a importância da cobertura dos Danos Próprios

21-09-10Segundo dados estatísticos do Instituto de Seguros de Portugal existem cerca de 6 milhões de apólices de seguro automóvel em vigor. No entanto, a grande maioria destas apólices inclui apenas a cobertura de responsabilidade civil que é obrigatória e que garante, em caso de acidente, a reparação dos danos materiais ou corporais, causados a terceiros. No entanto, quando o condutor é responsável pelo acidente, os prejuízos resultantes dos danos causados no seu próprio veículo só são garantidos através da cobertura de Danos Próprios.

Valerá a pena contratar a cobertura de danos próprios?

Quanto mais novo é o carro e quanto maior é o seu valor comercial, maior deverá ser a motivação do proprietário para contratar esta cobertura e assim proteger o seu património, num acidente da sua responsabilidade. Mas o que se verifica na prática é que apenas uma minoria das pessoas o faz.

Quais são as coberturas contratáveis?

O seguro dos danos próprios integra a cobertura que garante uma indemnização pelos danos causados por choque, colisão e capotamento, sempre que não haja um terceiro responsável. O proprietário pode optar por participar o acidente ao seu segurador, o qual exercerá o direito de regresso sobre o segurador do terceiro. Esta cobertura é a mais relevante já que garante a parte maissubstancial das indemnizações, especialmente decorrentes de embate da viatura.

Ao abrigo dos danos próprios é possível também segurar ainda os riscos de roubo, incêndio e vandalismo, entre outros.

Vale a pena salientar a cobertura dos danos causados por fenómenos naturais que poderá ser bastante útil, como as notícias recentes de tempestades e inundações o comprovam, sendo esta uma opção sem grande impacto no preço.

E quanto à protecção do condutor e dos passageiros?

A cobertura de Ocupantes é a única que garante uma indemnização por morte ou invalidez permanente, um subsídio diário por internamento hospitalar e cobre as despesas de tratamento do condutor e passageiros, independentemente da responsabilidade no acidente ser de terceiro ou do próprio condutor.

Além da cobertura de Ocupantes, quase todas as seguradoras incorporam no seu pacote mínimo de coberturas, a Assistência em Viagem às pessoas e ao veículo e por vezes também a Protecção Jurídica.

E qual é o preço de um seguro automóvel com coberturas de Danos Próprios?

Para o cálculo do custo do seguro concorrem vários factores que definem o perfil do cliente, tais como, a idade e o tempo de carta do condutor, a zona de circulação e as características da viatura (ano de matrícula, tipo de veículo, valor comercial, potencia, peso bruto, etc.). Todas estas variáveis vão influenciar o custo de seguro.

A maioria dos seguros de danos próprios tem uma franquia de 2% do valor da viatura, no entanto a aplicação de uma franquia maior é uma forma de reduzir significativamente o custo do seguro.

Quanto maior a franquia menor o custo do seguro, mas também é menor o valor indemnizável em caso de sinistro. A Seguradora só pagará os danos que ultrapassem o valor da franquia fixada.

Mesmo assim, é preferível uma franquia elevada a não contratar qualquer cobertura de Danos Próprios.

Todas as Seguradoras têm uma oferta semelhante?

Enquanto que no seguro de responsabilidade civil automóvel, que se rege por uma apólice uniforme e é comercializado por todas as seguradoras em condições idênticas, a escolha da seguradora baseia-se sobretudo no preço. Nos seguros de Danos Próprios, a oferta do mercado é bastante diversificada e apresenta diferenças significativas em termos de coberturas, preço e serviço. Alem disso, o seguro automóvel é um mercado muito competitivo, obrigando as Seguradoras a se diferenciar e a inovar permanentemente, pelo que a opção do cliente, em cada momento, por uma seguradora torna-se difícil.

Assim sendo, como contratar um seguro?

No momento da compra de um seguro automóvel deve ser sempre equacionada a cobertura de Danos Próprios, até porque muitas vezes o cliente fica surpreendido positivamente com a relação preço / qualidade deste seguro. No entanto, tendo em conta a competitividade do mercado será normalmente vantajoso consultar mais do que uma Seguradora antes da decisão ou, em alternativa, recorrer a um canal especializado de mediação ou corretagem de seguros onde poderá obter a opinião de especialistas.

O corretor de seguros tem a vantagem adicional de não só intervir na celebração do contrato de seguro, mas também de prestar assistência ao longo do respectivo período de vigência, nomeadamente, assistindo o cliente em caso de sinistro.

Catarina Câmara e Freitas OJE, Terça-feira, 21 de Setembro 2010

 
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